Repensar as embalagens atuais reduzindo pequenos detalhes e diminuido a quantidade de material usado pode parecer pouco, mas como são produzidos em grande excala, a economia pode ser de milhões.

É o que tem acontecido com as tampas das garrafas de refrigerante. Primeiro foi a coca-cola que reduziu sua tampas em 1,5 gramasno final do ano passado, começando pelas fabricas de Marília (SP) e Recife (PE) onde futuramente se extenderá gradualmente para as fábricas de outras cidades
O catalisador do projeto é a Xtra-Lok mini, da CSI – Closures Systems International (antiga divisão de embalagens da Alcoa). Trata-se de uma tampa de polipropileno que, por se basear no padrão de rosca PCO 1881, mais enxuto, resulta em desenhos de bocais de garrafas com no mínimo 32% menos material empregado em comparação com o tradicional padrão PCO 1810 (veja o detalhe). Com ela, a garrafa de PET de 600 mililitros dos refrigerantes da Coca-Cola perde 4 milímetros de altura e passa a pesar 26 gramas, contra 28 gramas da garrafa anterior.

A estimativa é de que até 2012 a redução de consumo de PET nas garrafas de 600 mililitros renda material equivalente à produção de 120 milhões de garrafas de 2 litros. Estas últimas, aliás, deverão ser as próximas a migrar para a Xtra-Lok mini.
Além de garantir economia de resina PET, a tampa – capaz de ser aplicada em garrafas de até 2,5 litros – tem também outros atrativos como design diferenciado, em forma de coroa, que facilita o manuseio, e liner para suportar altas temperaturas, evitando perda de carbonatação nas exposições ao calor, durante o transporte.

A exemplo de fábricas da Coca-Cola no Brasil, a AmBev começou a utilizar uma tampa de tamanho reduzido para seus refrigerantes, neste caso fornecida pela Ravibrás, fábrica do grupo argentino Ravi em Manaus. Como na situação anterior, a projeção é de que a iniciativa trará expressiva economia no consumo de matéria-prima, especificamente PET das garrafas (das quais a subsidiária brasileira da cervejaria belga Ab-InBev utiliza mais de 1 bilhão de unidades por ano) e polipropileno (PP) das tampas.
A mini-tampa faz parte de um projeto global desenvolvido pela AmBev durante mais de dois anos. Diversos modelos de tampas existentes no mercado foram avaliados e testados, porém a opção foi pelo desenvolvimento de uma nova tecnologia.

Com a nova tampa a parte superior da garrafa, responsável pela maior porção de consumo de plástico na produção do recipiente, tem seu tamanho diminuído. Com perfil mais baixo, o novo modelo tem apenas duas roscas, contra três do anterior, e possibilitou a redução de 3 milímetros em sua altura. Com isso, haverá uma economia de aproximadamente 1,5 grama de PET nas garrafas e 0,2 grama de polipropileno nas tampas. Nas previsões da empresa, em um ano, primeira fase do projeto, serão poupadas cerca de 300 toneladas, somando-se os dois materiais. Além do significado financeiro que propiciará, a iniciativa atende à política de preservação do Sistema de Gestão Ambiental da AmBev.
A fábrica de Jaguariúna (SP), responsável por cerca de 15% da produção das embalagens de PET da AmBev no País, já iniciou o processo de fabricação das novas garrafas. Inicialmente, a inovação chega aos mercados nas versões 500 e 600 mililitros, e engloba as famílias Guaraná Antarctica, Pepsi, H2OH!, Sukita e Soda Antarctica. Nos próximos meses, outras embalagens do portfólio de não-alcoólicos a adotarão.

http://www.cocacolabrasil.com.br/
http://www.ambev.com.br/
Fonte:http://www.embalagemmarca.com.br