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O comportamento do consumidor brasileiro vem mudando quando o assunto é sustentabilidade. A Unomarketing lançou o primeiro volume de uma série de dossiês relativos à comunicação consciente que serão realizados em parceria com os profissionais Ricardo Voltolini, da Ideia Sustentável e Luiz Bouabci, da Mob Consult. Estiveram presentes aproximadamente 60 profissionais das áreas de comunicação e sustentabilidade.

Durante apresentação, os responsáveis pelo desenvolvimento do dossiê sobre Consumo Consciente expuseram o processo de criação, pesquisa e mapeamento do documento além de apresentar, em primeira mão, o resultado do empreendimento aos convidados.

Os dados do Monitor de Responsabilidade Social Corporativa mostra como o consumidor brasileiro está insatisfeito com a conduta socioambiental das empresas nacionais e ainda aponta três tendências que vão interferir nos mercados nacional e internacional.

A primeira delas é que “intenções, nem sempre predizem ações” . Consumidores podem manifestar a intenção de consumir de forma mais consciente em pesquisas, mas não agir desse modo na prática.

A segunda conclusão é que “ o consumo consciente é filho da abundância, mas alavancado pela escassez”. Com a situação econômica favorável, o consumo responsável cai. Em crise, o consumo punitivo cresce.

A terceira conclusão é que “o consumo consciente não é aleatório, mas também não é linear. O consumo consciente segue ciclos” . A lógica tem a ver com fases cíclicas. Começa com o deslumbramento em relação ao assunto, seguida pela fase da cobertura midiática intensa. Na terceira fase, a mídia deixa de se deslumbrar e pesa os prós e os contras, ajudando a formar e estabilizar as opiniões. Na quarta fase há uma conscientização gradual dos custos e consequências pessoais. Na quinta fase, se consolidam as opiniões. Estamos na segunda fase do consumo consciente. O mesmo processo se deu com situações como a ascensão da democracia.

Alguns dados da pesquisa:

  • Dois em cada 10 brasileiros já levam em consideração o compromisso socioambiental da empresa antes de comprar um determinado produto.
    O nível de engajamento ainda é pequeno se comparado a consumidores dos Estados Unidos e dos países da Europa, mas a mudança de hábito indica que esses números só tendem a aumentar, principalmente com a utilização das novas tecnologias.
  • Os consumidores brasileiros têm estado mais atentos e críticos em relação às atitudes tomadas pelas empresas.
    Além disso, eles têm expectativas positivas com relação às empresas que estão 20% acima da média mundial e uma avaliação negativa que está três pontos acima da média de outros países. Há uma desconfiança maior quanto às informações passadas pelo varejo em geral e, de certa forma, essa atitude está atrapalhando a expansão do consumo consciente no país.
  • As tecnologias vem ajudando a acelerar o processo de adoção do consumo consciente.
    Nos Estados Unidos, uma ferramenta chamada GoodGuide tem revolucionado nos supermercado. O aplicativo, que pode ser posto no celular, informa rapidamente ao comprador todos os dados socioambientais do produto na medida em que tem acesso a seu código de barras. Assim, o consumidor saberá se o item pesquisado pode vir a causar danos à saúde ou se há algo ilegal em sua cadeia produtiva, como uso de trabalho escravo. Tudo isso em segundos.
  • Grande parte dos fabricantes ainda não investe na transparência quando o assunto é rotulagem de produtos.
    Embora o Brasil ainda apresente uma alta taxa de analfabetismo funcional, a tendência é que o consumidor busque mais informações nos rótulos e siga o que está sendo observado no mundo. A mídia, nesse ponto, tem um papel importante para fazer valer
A íntegra do dossiê, um total de 16 páginas, está disponível na edição 19 da revista Ideia Socioambiental, publicação dirigida que pode ser solicitada pelo e-mail ana@ideiasustentavel.com.br.
Fonte:

A RC Pharma, LLC redesenhou sua linha de beleza e produtos de cuidados da pele. Sua formulação é feita com produtos naturais e para que a embalagem mantivesse a mesma linha, agora ela é feita com 80% de papel reciclado.

O design gráfico mostra imagens dos principais ingredientes naturais reforçando os atributos da marca e passando uma imagem de “natural”. O design é da Zack Group.

Fonte:

http://www.brandpackaging.com/
http://www.zackgroup.com

As novas garrafas da Smirnoff Ice entraram no mercado esse ano com um novo design pensando na redução do impacto ambiental. Essa nova embalagem faz parte de um plano global de sustentabilidade, que visa economizar energia, evitar o desperdício de matéria prima e diminuir a emissão de gases poluentes.

Produzida pela Diageo as novas garrafas apresentam um design mais moderno, ficando ligeiramente maiores no diâmetro e menores na altura. Apesar da redução de peso de 200g para 165g de vidro, o produto mantém o volume de 275 ml, além de  continuar com sua qualidade e sabor característicos.

A nova embalagem consumirá menos energia para ser feita, pois usa cerca de 20% menos vidro em sua produção. Além disso, a menor quantidade de vidro reduz também o descarte de resíduos sólidos no meio ambiente e utilizará menos matéria prima em sua produção.

A Diageo já é reconhecida no mundo todo por ações eco-sustentáveis. Foi uma das primeiras empresas a implantar uma destilaria com neutralização de carbono; elabora e adota soluções inovadoras para resíduos e redução de custos em várias de suas plantas, além de adotar programas de conscientização, como o GreenIQ,  treinamento que educa e informa os funcionários sobre ações de sustentabilidade.

Fonte: http://www.pack.com.br/

A Water Bobble é uma garrafa reutilizável que filtra a água antes do consumo. Desenvolvida pelo designer Karim Rashid e produzida por Move Collective LLC, une a praticidade com a sustentabilidade.

O design inteligente com filtro remove o cloro e contaminantes orgânicos provenientes da água de torneira. Ao fazer isso ela dá a sensação de estar tomando a água direto da fonte, uma água fresca e limpa. Sem falar que com o seu uso se evita de comprar água engarrafada de plástico, aumentando o seu descarte.

A garrafa é reutilizável e o filtro só precisa ser trocado a cada 2 meses. Calcula-se que a economia é de 300 garrafas de água.

Plástico é reciclado e livre de BPA (Bisphenol-A).

Vejam como funciona:

Fonte:

http://www.thedieline.com/blog/2010/02/water-bobble.html

http://www.waterbobble.com/

Água Salve

As embalagens da Água Salve são feitas em PET que são 100% recicláveis. Além disso a empresa incentiva a reciclagem da garrafa através uma máquina especial que emite descontos no momento da devolução nos pontos de venda.

O produto e branding da água Salve foram concebidos pela À La Carte e desenvolvidos em parceria com a Acqua Incorp.

O consumidor da Água Salve é o da “Geração G” – geração da generosidade – como apontou o site Trendwatching. Essa geração alimenta e é alimentada por essa urgência em se fazer o bem, não apenas para si próprio, mas para o máximo de pessoas que ela puder atingir.

E é justamente nesse anseio em se fazer o bem em que a Salve aparece, transformando o simples ato de comprar uma garrafa d’água em um movimento coletivo, que ajuda a transformar vidas.

O Instituto Criar será a primeira instituição a ser beneficiada.

A identidade segue essa concepção, da coletividade, composta por vários elementos representando atitudes positivas que, embora pequenos, formam um todo; a importância dos pequenos atos, que realizam grandes coisas.

Fonte:
http://www.alacarte.net.br/cases/aguasalve/#header
http://www.aguasalve.com.br/

A Frito Lay do Canadá (uma divisão da PepsiCo) lançou a primeira embalagem de salgadinho 100% compostável do mundo.

A nova embalagem da SunChips será feita a partir de mais de 90% de energias renováveis e materiais à base de plantas, o acido poliláctico (PLA). A embalagem poderá se decompor, virando adubo, em um ambiente de compostagem com temperaturas altas, em 14 semanas. Ou seja a decomposição da embalagem não funciona tão bem em temperatura ambiente, mas é um caminho para esse tipo de embalagem que em sua maioria são vendidas em papel laminado não reciclável.

A embalagem é certificada pelo  Biodegradable Products Institute (BPI)

A nova embalagem não irá interferir no gosto do salgadinho.

Certified through the Biodegradable Products Institute (BPI), reconhecido internacionalmente.

Vejam o video mostrando a decomposição da embalagem

Fonte:

http://www.triplepundit.com/

http://www.bpiworld.org/

A designer Lindsay Perkins criou embalagens e rótulos para produtos orgânicos inspirados em uma pequena fazenda nos EUA, a Nezinscot Farm. A ideia é manter um padrão visual entre todos os alimentos da fazenda e destacar a sua simplicidade e sabor puro.

As embalagens para os queijos são criadas a partir de material 100% reciclado e biodegradável, feito de sementes de capim. Ele pode ser replantado para dar vida a novas plantas.

As garrafas para o leite, têm as informações do produto impressas no vidro e podem ser reutilizadas.

Fonte:

http://popsop.com/30325

http://www.lindsayperkins.com/look/nezinscot.html

Salazar Packaging desenvolveu uma forma simples e prática de reutilizar as caixas de embarque usando o conceito de frente e verso.

A Globe Guard Reusable Box é feita de papel corrugado que pode facilmente ser invertido para uma caixa limpa. Reutilizando as caixas acaba reduzindo o custo geral das operações de embalagem e transporte.

O design da caixa foi desenvolvido pela Salazar Packaging, Inc. Percebendo que a embalagem era utilizada apenas uma vez por questões estéticas, resolveram desenvolver uma caixa que pode facilmente ser reutilizada sem sacrificar o seu aspecto ou estrutura.

A Globe Guard Reusable Box é ideal para a reivindicação de garantia e  substituição, reparação e devolução, devolução do comércio eletrônico, troca de peças, empréstimos de produto, transporte interno de produtos em empresas e escritórios, e outras aplicações onde mais de uma caixa de são utilizados no transporte.

Confira o vídeo com a demonstração da nova caixa.

Fonte:

http://www.sustainableisgood.com/

http://www.salazarpackaging.com/

http://www.reusableshippingboxes.com/

Cada vez mais estão surgindo novos cosméticos com ingredientes naturais e que que se dizem amigos da natureza, porém poucos se preocupam com a embalagem.

Uma nova linha de produtos concentrados em barra, de xampu e condicionador, resolveu incluir a embalagem no conceito. A barra vem em uma embalagem de papelão reciclável e com uma lata para viagens reutilizável.

As barras concentrados também são muito mais leves para serem enviadas para as lojas, reduzindo a pegada de carbono do produto.

Apenas o rótulo deixa muito a desejar. Nenhuma informação se destaca dificultando a visualização do nome do produto.

Fonte:

http://www.chicagotribune.com/

Para uma bebida tradicional como o vinho pode parecer estranho ela ser vendida em garrafa PET, mas esse pode ser um dos caminho para torná-la mais sustentável.

O enólogo neozelandês, Peter Yealands lançou, recentemente, um Sauvignon Blanc batizado de Full Circle, em garrafas PET, sem qualquer rejeição dos consumidores. Além de ser mais prática por ter tampa de rosca e não necessitar de nenhum outro instrumento, ela é mais leve resultando em uma economia de 85% em comparação com o vidro e uma redução de 54% de emissão de carbono.

Um estudo realizado pela “American Association of Wine Economists”, em 2007, aponta que a produção e a distribuição do vinho são responsáveis por 1% das emissões globais de gases de efeito estufa, o que corresponde a 6,3 bilhões de toneladas.

Mas a garrafa em PET tem um porém, o prazo de validade das garrafas plásticas é curto: em torno de nove meses. O que exige que a produção de vinhos seja consumida com maior velocidade do que habitualmente, incentivando o consumo e exigindo um controle mais rígido sobre a venda nos supermercados, empórios e lojas especializadas. Sendo um caminho para vinhos menos nobre.

Fonte: http://super.abril.com.br/

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