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Godiva é reconhecida mundialmente como o símbolo chocolate premium. Recentemente eles conseguiram cortar mais de 30% do custo da impressão em sua embalagem para presente mantendo o prestígio da marca. O objetivo, a princípio, era manter uma aparência de ouro perfeito a um custo menor e encurtar os prazos de entrega da produção. O objetivo inicial foi atingido trocando um papel importado especial para o papel metalizado MiraFoil produzido pela Henkel Corp que acabou sendo uma alternativa mais sustentável.

O revestimento líquido MiraFoil é uma alternativa ambientalmente responsável e sustentável ao papel metalizado e ao hot stamping. Ele pode ser aplicada em áreas precisas, reduzindo o desperdício, melhorando a qualidade e reduzindo prazos de entrega. Os fabricantes poupam tempo e energia através da eficiência do processo, utilizam menos de transporte e armazenagem. A cura é feita por raios UV/EB e é à base de água.

O desenvolvimento da embalagem foi produzido por Curtis Packaging

Tecnologias combinadas com processos de impressão eficientes cada vez mais oferece soluções sustentáveis para a produção de embalagens.

Fonte:

http://www.shelfimpact.com/

http://www.henkelna.com/

http://www.curtispackaging.com/

Mais uma idéia de como fazer uma embalagem para o seu presente de natal de forma mais sustentável. Continuando o post anterior.

Esses 2 pacotes foram feitos reaproveitando as embalagens que vêem na assintatura da revista Embalagem Marca, que infelizmente parei de assinar mas que sempre traz matérias ótimas sobre embalagem.

Geralmente a revista chega em casa em saquinhos muito bem impressos e com embalagens maravilhosas. Essas são do ano passado.

Como a parte de trás vem com a propaganda, eu recortei essa parte e coloquei no lugar um papel craft reciclado. Como as pessoas que receberam esses presentes são arquitetas, achei a embalagem perfeita. Só na proxima vez preciso diminuir a quantidade de fita adesiva.

Jovens americanos desenvolveram um novo tipo de isopor que composto por raízes de fungos e resíduos agrícolas, este novo material pode ser moldado em qualquer forma, tem baixo custo de produção e pode ser reutilizado ou aplicado como fertilizante. O composto é feito com pequenas raízes de fungos chamados micélio e resíduos agrícolas como a casca de arroz, trigo ou sementes do algodão.

Essa nova descoberta vem para substituit o poliestireno, mais conhecido como isopor. O poliestireno é um material de difícil reciclagem e não é degradável. É derivado do petróleo uma fonte não renovável. Sua produção mundial chega a 35 milhões de toneladas anuais. Mais de 70% dessa carga é usada na construção civil.

Essa grande descoberta foi feita pelos jovens Eben Bayer e Gavin McIntyre, ambos graduados pelo instituto politécnico Rensselaer, em Nova York. A dupla já tem 100 mil unidades do “EcoCradle” encomendadas para 2010. Segundo eles eles empregam um material que não serve nem mais para a alimentação animal e é o que produzimos é um material alternativo ao poliestireno, que tem o mesmo desempenho físico, mas é degradável no meio ambiente, ou pode ser reciclado.

Bayer e McIntyre abriram sua empresa, a Ecovative, com pouco mais do que uma boa ideia. Agora, já patentearam o produto em 30 países e receberam apoio da Agência de Proteção Ambiental, do Departamento de Agricultura e da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

Além disso, receberam no ano passado 500 mil euros por terem vencido o “Desafio Verde” da loteria holandesa Postcode, um prêmio que estimula o desenvolvimento de produtos que diminuam as emissões de gás carbônico (CO2).

Vejam o vídeo sobre o EcoCradle

Vejam como ele é feito

Fonte: http://www.estadao.com.br/

http://www.ecovativedesign.com/

Dia 2 de dezembro aconteceu a oficina “Design e Forma para a Embalagem Sustentável”.

Na oficina foi falado sobre a importância da embalagem no mundo de hoje e como devemos pensar em toda a cadeia envolvida na produção de uma embalagem para que cada vez mais seja causado menos impacto no meio ambiente.

Vejam a apresentação resumida:

Intercalado com a teoria, fizemos um  jogo cooperativo, onde as pessoas deveriam repensar na prática uma solução em embalagem para transportar bolas de Natal (no caso simbolizadas por bolas de jornal). O objetivo seria utilizar o material disponível como sucata, EVA ou papel cartão. Valia mais pontos se fosse material reutilizado e que tranportasse mais material por embalagem mantendo as funções básicas de proteção e transporte.

A oficina aconteceu no Design na Brasa, no MUBE, em São Paulo.

http://www.designnabrasa.com.br/

A linha de cosmético Australiana Jurlique desenvolveu uma embalagem com uma saída muito criativa. É uma embalagem feita com apenas uma folha sem usar cola.

A cola usa produtos tóxicos e dificulta a reciclagem.

Não apenas a parte gráfica ficou muito bem resolvida como aumenta a área da mensagem.

Além disso a empresa tem um programa de redução da pegada de carbono e usa produtos orgânicos.

Vejam a embalagem aberta.

Fonte: http://www.notcot.com/

O DESIGN NA BRASA é um evento anual de design sustentável com oficinas, palestras e negócios.
O tema de 2009 será: “Os 3 Rs da Sustentabilidade. REDUZIR, REUTILIZAR e RECICLAR”.

O evento é a união de várias vertentes do design e de outras áreas relacionadas, a proposta é levar à sociedade conhecimento sobre eco-design, design sustentável e design social. Consiste em trazer discussões relacionadas aos temas anuais, apresentar e difundir novas técnicas e tecnologias, cases sustentáveis, materiais, alternativas de reciclagem e reuso, fomentar práticas sustentáveis, promover debates entre estudante, magistrados, agências, empresas e a sociedade através de palestras, debates e oficinas.

E nesse ano, eu, Elisa Quartim Barbosa, irei apresentar a oficina com o tema “Design e forma para a embalagem sustentável”. A oficina tem por finalidade mostrar a importância do designer na criação de embalagens mais sustentáveis. Para isso conceitos básicos sobre sustentabilidade, ciclo de vida do produto, reciclagem e exemplos do que já está no mercado serão apresentados. Faremos uma atividade prática estimulando o designer a repensar as embalagens atuais.

A oficina “Design e forma para a embalagem sustentável”
Quando
: 02 de dezembro
Horário: às 16:00

Design na Brasa
Quando
: 02 e 03 de dezembro
Horário: das 10:00 às 19:00

Endereço: MuBe (Museu Brasileiro de Escultura )
Av. Europa, 218 – Pinheiros – São Paulo – SP

Entrada é gratuita
Incrição: pelo site ou no próprio local do evento

Mais informações:
http://www.designnabrasa.com.br/
contato@designnabrasa.com.br

Dia 25 de novembro participei de um bate papo organizado pela Carol Hoffmann (@carolhoffmann) do Blog Amenidades do Design sobre Eco Design via twitter. Participou também do bate papo a Ana Camargo (@AnaCamargo) do blog Branding 3.0 da Tátil Design. Tivemos também a participação de outros twitteiros como @logobr, @changzer e @gelserravalle.

Uma nova forma de se discutir idéias e que deu muito certo.

A Carol fez uma edição do papo, que vou reproduzir aqui.

@carolhoffmann – Para iniciarmos será que poderiamos listar os principios que consideram mais importantes a projetos eco?

@elisaqb – Podemos falar do tripé da sustentabilidade econômico, social e ambiental. Tudo surge daí.

@branding30 – Alguns principios que são encontrados em todos projetos da natureza; ciclo, óptimo, interdependencia

@carolhoffmann – Ótimo !! Vcs podem falar um pouco sobre cada um em tweets separados.

@elisaqb – Ambiental. O produto deve pensar em seu impacto desde a produção até o pós consumo.

@branding30 – Ciclo na natureza é o conceito que cada percurso está conectado ao próximo, de forma eterna.

@carolhoffmann – Ciclo – podemos definir como ciclo de vida do produto, certo?

@elisaqb – Isso mesmo!

@branding30 – No design, podemos dizer que o ciclo se refere ao ciclo de vida do produto.

@elisaqb – O ideal seria um ciclo infinito, que chamam do berço ao berço.

@branding30 – Mas é bem mais do que isso, é também a forma como ele entra em contato com usuários, lugares, materiais.

@carolhoffmann – Elisa cita o carater ambiental que ao meu ver equivale ao ciclo de vida do produto, certo?

@elisaqb – Geralmente para se calcular o ciclo de vida visa mais o lado ambiental

@branding30 – Uma análise de ciclo de vida de um produto também deve contemplar o social e econômico, os outros dois pés.

@elisaqb – Esse calculo pode focar em um ou mais aspectos ambientais, como emissão de gases, energia, etc

@branding30 – toxinas que fazem mal a pessoas, principios economicos que nao respeitam economias locais .

@elisaqb – Mas nada adianta se não for viável econômicamente e inacessível para a maioria das pessoas

@elisaqb – Ou se usar uma matéria prima de uma região que utiliza trabalho infantil para sua extração.

@branding30 – exatamente, elisa

@elisaqb – O designer tem a obrigação de pensar na funcionalidade para que não haja desperdício.

@carolhoffmann – Concordo com a Elisa, projeto deve ser pensado para não gerar desperdicio .

@elisaqb – Na hora do consumo é muito importante informar como foi fabricado, para ter critérios de escolha.

@branding30 – um dos principios mais importantes, eu acho, é a interdependência…

@branding30 – tudo está conectado a tudo!!! e é disso que temos que lembrar em toda criação

@carolhoffmann – neste caso a ana acabou de definir a interdependência, certo? Que ocorre em todo o ciclo, do berço ao berço .

@branding30 – somos responsáveis por todas nossas criações!

@branding30 – vejo muito nosso papel como os designers de novos serviços, maneiras de consumir, ideais.

@carolhoffmann – Vamos dar dicas práticas para os designers que estão nos acompanhando.

@branding30 – visitem designers accord, e leiam dicas, artigos, e livros que podem ajudar praticamente.

@carolhoffmann – Sempre questionar todo o processo de fabricação e o ciclo de vida do produto.

@carolhoffmann – Fale um pouco mais sobre as maneiras de consumir que citou, Ana.

@branding30 – porque comprar um celular a cada seis meses?

@elisaqb – A vantagem que vejo nesses novos aparelhos é que unem várias coisas em um objeto só, economizando material.

@branding30 – prefiro que os designers da nokia, por exemplo, joguem toda sua criatividade num aparelho incrível.

@branding30 – com o qual eu terei uma enorme conexão emocional, e por isso não vou querer descartá-lo com facilidade

@carolhoffmann – Concordo, o aparelho deve durar anos …

@branding30 – e pro qual a nokia pode me vender upgrades de tempos em tempos, criando uma relação de fidelização

@elisaqb – Em um futuro mais sustentável, a venda de serviços será a grande vantagem

@elisaqb – Assim teremos aparelhos atualizados sem consumo de material.

@branding30 – desenhando serviços, cria-se uma relação de negócios mais forte entre o consumidor e a nokia.

@carolhoffmann – Esta questão do celular é exatamente a tradução do criterio: Extender a vida util do produto

@branding30 – além de economizar material, se as pessoas jogam fora menos aparelhos, temos menos resíduos.

@carolhoffmann – e não devemos esquecer as embalagens! Devemos evitar excessos e tentar estender a vida util delas tambem.

@elisaqb – e podemos fazer isso questionando se a quantidade de embalagem utilizada é realmente necessária.

@branding30 – embalagens são grandes vilãs do nosso dia a dia…compõem 30% do nosso lixo!

@elisaqb – Embalagens eficientes não necessitam de sub embalagens

@carolhoffmann – E nós designer somos responsáveis por esse lixo que as embalagens geram…

@carolhoffmann – Todos devem ter mais consciência na hora de criar, evitar embalagens desnecessárias que serão descartadas rapidamente.

@branding30 – vejam a loja Unpackaged na Inglaterra…as pessoas levam suas próprias embalagens

@elisaqb – a loja Unpackaged, mesmo com essa proposta, teve que criar embalagens para guardar e retornáveis

@branding30 – é uma ótima novidade, que simplifica a vida do consumidor e reduz a quantidade de lixo.

@elisaqb – Hoje, não consigo ver um mundo sem embalagens. Temos apenas que melhorá-las

@branding30 – claro, é impossível nos livrarmos delas, né? mas desenharam embalagens mais duráveis.

@carolhoffmann – Mas temos o problema da cultura… Sera que no Brasil a Unpackaged daria certo?

@elisaqb – Acho que não é um problema só do Brasil, é uma mudança de pensamento geral.

@branding30 – eu acho que daria certo se pesasse no bolso…assim como funciona com a proibição de sacos plásticos.

@carolhoffmann – é verdade, na Alemanha funciona porque existem impostos e multas.

@elisaqb – Sobre a loja Unpackaged http://bit.ly/8QdzJ3

@elisaqb – As leis ajudam, mas o ideal seria não precisar delas e cada um fizesse a sua parte.

@branding30 – concordo elisa! apesar de serem consideradas “vilãs” do lixo, tem uma função indispensável.

@branding30 – mas acho importante o papel do governo, já que infelizmente não podemos contar com “a parte” de cada um.

@elisaqb – porém a embalagem reutilizável não pode ser a única solução, lotando casas

@elisaqb – Para ser reutilizável o design tem que ser muito legal para ninguém querer jogar fora.

@changzer – podemos desenvolver a embalagem de maneira que ela mesma seja utilizada como complemento do produto

@carolhoffmann – é esse tipo de pensamento que devemos ter como designers

@branding30 – para designers grafico, também recomendo design can change http://www.designcanchange.org/

@carolhoffmann – ontem tive um papo com @changzer sobre o uso do papelão transformando produtos em ecológicos.

@carolhoffmann – Sabemos que #ecoDesign não é apenas usar papelão e tintas a base de soja.

@carolhoffmann – Apesar do papelão ser uma materia prima que gera menos residuo no seu processo de fabricação.

@elisaqb – No #ecoDesign tudo depende (uso, descarte, transporte, etc.) temos que pensar em tudo.

@elisaqb – para produtos de longa duração melhor um material mais durável que o papelão

@branding30 – exatamente: #ecodesign também não pode ter apenas uma cara verde. Tem que ter um visual atraente, sempre.

@elisaqb – mas para eventos como o BDW as cadeiras de papelão foram perfeitas http://bit.ly/1GA7pc

@carolhoffmann – Essa exploração exagerada seria um eco wash? o que podemos considerar eco wash?

@branding30 – greenwashing é tentar “esverdear” uma marca, produto ou iniciativa mas de forma totalmente superficial.

@elisaqb – Faltam pessoas organizadas para apontar esses eco washs.

@carolhoffmann – :-) greenwashing, isso mesmo! ;-)

@elisaqb – greenwashing – sinto falta de um termo em português.

@branding30 – alguns sites que falam sobre greenwashing: http://www.greenwashingindex.com/

@branding30 – em inglês também dizem maquiagem verde, pode ser um bom termo para adotarmos ;-)

@carolhoffmann – Para melhorarmos o conhecimento do pessoal: Como podemos definir Design Sustentável?

@branding30 – de muitas maneiras!

@branding30 – é uma forma de projetar e criar levando-se em consideração pessoas e os impactos ambientais da criação.

@elisaqb – Design Sustentável – É um conjunto de ferramentas, conceitos e estratégias que visam desenvolver produtos e soluções mais sustentáveis.

@elisaqb – Definição visual do que é design sustentável no idds http://bit.ly/7onaCD

@carolhoffmann – vcs conhecem esse livro http://bit.ly/9yoS5? Considero uma boa leitura para conscientização.

@elisaqb – Esse livro é mais focado no design gráfico. Muito bom. http://bit.ly/7IJUf5

@carolhoffmann – pensar sobre esses acessórios ou objetos é função nossa, função exatamente do designer in reply to @riccardobenetti

@gelserravalle – O que vocês tem a dizer sobre a ênfase que se tem dado aos derivados de bamboo?

@branding30 – acho que nenhum material é a única solução para um design mais sustentável in reply to gelserravalle

@carolhoffmann – Vale a mesma máxima do papelão, depende do uso e não vale desmatar para plantar a materia prima in reply to @gelserravalle

@carolhoffmann – O @changzer indica este para saber + requisitos ambientais de produtos industriais http://twitpic.com/qvyrc

@elisaqb – Esse livro é um dos mais citados. A bíblia! http://twitpic.com/qvyrc in reply to changzer

@carolhoffmann – Para finalizar vou colocar algumas definições para o pessoal, complementem por favor.

@carolhoffmann – #ecoDesign é um meio de reduzir ou eliminar impactos ao meio ambiente, substituindo produtos e processos por outros menos nocivos.

@carolhoffmann – Use material de baixo impacto ambiental: menos poluentes, não-tóxico, de produção sustentável ou reciclados, ou que requerem menos energia na fabricação.

@carolhoffmann – Escolha processos de fabricação que utilizem menos energia.

@elisaqb – Muito difícil escolher um processo de fabricação. Precisaria de uma análise.

@carolhoffmann – É verdade, cada caso é um caso a ser estudado em particular.

@elisaqb – Usar materiais que sejam de fontes renováveis.

@carolhoffmann – Qualidade e durabilidade: produzir produtos que durem mais tempo e funcionem melhor a fim de gerar menos lixo.

@carolhoffmann – Propor objetos feitos a partir da reutilização ou reaproveitamento de outros objetos.

@carolhoffmann – criar ciclos fechados sustentáveis, como a Elisa disse do berço ao berço.

@carolhoffmann – Para finalizar… Vcs conhecem casos de modularidade no projeto que se encaixem no #ecoDesign ?

@elisaqb – Os móveis do BDW eram modulares e feitos de papelão reciclado.

@changzer – modularidade pode prever atualizações, ótima saida pra #ecoDesign

@branding30 – modularidade, em muitos casos, já é um benefício por ter um processo produtivo melhor e ter usos diversos.

@carolhoffmann – Gente, gostaria de agradecer, acho que nosso bate papo foi super produtivo e informativo para todos, certo?

@branding30 – certíssimo! foi super bacana, carol!

@elisaqb – O bate papo foi ótimo! Carol obrigada pelo convite.

@carolhoffmann – Iniciamos um processo de pensamento coletivo sobre #ecoDesign muito produtivo para todos.

@elisaqb – Vcs podem me encontrar também no @emb_sustentavel e @iddsinfo

@branding30 – Brigada, galera! Vcs podem me encontrar no twitter @branding30 ou no @AnaCamargo

@carolhoffmann – Também gostei muito. Acho que podemos fazer outros destes :-) )

@carolhoffmann – Muito obrigada pela presença de vcs e de todos os que participaram!! :-)

Muitas vezes com uma pequena mudança na forma da embalagem traz economia e benefício ambiental, além de uma parceria em todas as partes envolvidas na concepeção da embalagem, unindo design e engenharia. Isso tem ocorrido na indústria de vinhos.

Várias vinículas estão reduzindo o peso das garrafas, diminuindo o uso de vidro e as emissões de gases poluentes no transporte e no próprio processo de fabricação.

A vinícula argentina Norton lançou em maio uma linha de garrafas ecologicamente corretas. De acordo com os produtores, as novas garrafas são 15% mais leves que as convencionais e vão poupar, só neste ano, mais de 700 toneladas de vidro. Estava prevista, também, uma diminuição de 7% na quantidade de energia gasta na fabricação das garrafas.  A garrafa foi desenvolvida pela Saint Gobain Rayen Curá.

A chilena Viña Ventisquero anunciou neste mês o uso de novas garrafas Ecoglass nas linhas Reserva e Varietal, que permitirão diminuir em 12% o peso das garrafas.

Já a operação brasileira da Saint-Gobain Packaging lançou recentemente o projeto ECOVA, focado no desenvolvimento de embalagens “eco-projetadas”. As embalagens têm um peso significativamente menor do que as embalagens comuns, utilizando até 15% menos matéria-prima e, conseqüentemente, menos energia na sua fabricação.

Com as embalagens ECOVA também é possível atingir uma redução de 15% na emissão de CO2 durante o processo produtivo. Para cada 10% a mais de caco de vidro reciclado, a energia na produção de garrafas seria reduzida em até 4%. Além disso, haveria uma redução de 6% na emissão de poluentes e até mil unidades a mais por carregamento.

As garrafas de vidro Ecova serão lançadas no primeiro semestre de 2010 para envase de vinhos. A expectativa da empresa é comercializar cerca de 30% de seu volume nessa nova concepção.

Hoje a operação brasileira da Saint-Gobain Embalagens utiliza 150 mil toneladas de vidro reciclado/ano na sua produção de garrafas de vidro (800 milhões de garrafas e potes em 2008), dos quais 120 mil toneladas/ano de caco externo reciclado e 30 mil toneladas/ano de caco próprio. Mas, esse conceito já utilizado pela matriz francesa há 35 anos.

Fonte:

http://www.clicrbs.com.br/

http://www.pack.com.br/

http://www.saint-gobain.com.br

http://www.ventisquero.com/

http://www.glassglobal.com/

Chega ao mercado o novo notebook Dell Inspiron Mini 10 and 10v em uma nova embalagem que substituiu o isopor por polpa de bambú moldada para proteger seus componentes.

A Dell escolheu o bambú porque esses motivos:

  • Crescimento muito rápido. Por ser um membro da família das gramíneas, está entre as plantas lenhosas de crescimento mais rápido no mundo. Ela pode crescer até 24 centímetros por dia e atinge a maturidade plena colheita em três a sete anos, significativamente mais rápido que folhosas.
  • É forte. Notavelmente, resistência à tração do bambu é similar ao do aço, tornando-se um material confiável para proteger o equipamento de tecnologia em trânsito.
  • É ecológico. Bambu ajuda a promover uma colheita saudável. As plantas de raízes profundas protegem contra a erosão do solo e, quando colhidas corretamente, ele não exige replantio após a colheita.

Eles pretendem começar a utilizar este material em outros produtos a partir 2010.

Já as caixas são feitas em papelão ondulado 100% reciclável, sendo que uma parte dele é reciclado. Como não poderia ser feito de um papel 100% eles se dedicaram em reduzir o tamanho da caixa.

Fonte:

http://gizmologia.com/

http://content.dell.com/

Novo endereço

O blog embalagem sustentável agora tem novo endereço.

http://www.embalagemsustentavel.com.br

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